
Grupos focais em cinco capitais embasam o levantamento
Cinco capitais brasileiras foram sede dos grupos focais do estudo, segundo o GIFE. O levantamento, cofinanciado pela Fundação José Luiz Setúbal e com suporte do The Food and Land Use Coalition, constatou que a maioria dos participantes reconhece o valor de refeições preparadas em casa, frutas e alimentos frescos. O obstáculo está na execução: cansaço, custo dos itens e deslocamentos extensos entram na equação antes de qualquer decisão de compra ou preparo, conforme o GIFE.
Cotidiano expõe lacuna entre conhecimento e prática alimentar
A pesquisadora principal Cláudia Cheron König, do Instituto Pensi, observou que o debate sobre alimentação no Brasil tende a oscilar entre dados estruturais — renda, preço, acesso físico — e abordagens que atribuem as escolhas apenas à disciplina individual, segundo o GIFE. O estudo propõe dissecar o terreno entre esses dois pólos: as decisões tomadas no cotidiano familiar com orçamento restrito, filhos com preferências distintas e publicidade de ultraprocessados como pano de fundo. König defendeu ainda que “essas parcerias precisam ser construídas com governança clara, transparência e metas verificáveis”, conforme o GIFE.
Reforma tributária abre frente para tributação de ultraprocessados
A partir de 2027, o Imposto Seletivo previsto na reforma tributária aprovada no Brasil poderá incidir sobre alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, conforme o GIFE. O mecanismo foi desenhado para restringir o consumo de produtos prejudiciais à saúde pública e ao ambiente — reforçando a urgência do cenário descrito pelo estudo. Maria Siqueira, codiretora do Pacto Contra a Fome, destacou que converter dados em ação concreta depende do comprometimento conjunto de governos, empresas e organizações da sociedade civil, segundo o GIFE.
Esta nota tem como base informação publicada pelo GIFE, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.

