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Gestão de Projetos

Vagas de gestão de projetos sociais: metodologias PMI e MROSC, Teoria da Mudança, mensuração de impacto para OSCs e parcerias com poder público.

A gestão de projetos no terceiro setor brasileiro combina metodologias internacionais (PMBOK do PMI, PRINCE2, ágil) com exigências regulatórias domésticas. Projetos financiados por parcerias com o poder público seguem o ciclo do MROSC (Lei nº 13.019/2014), com plano de trabalho, cronograma físico-financeiro, monitoramento e avaliação. A Teoria da Mudança e a Logical Framework Approach são padrões adotados em projetos com financiamento internacional (USAID, GIZ, União Europeia).



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Perguntas e Respostas

Tudo sobre vagas em gestão de projetos no terceiro setor: regulamentação MROSC, atribuições de gestor, captação e prestação de contas em termos de fomento e colaboração.

Não há conselho profissional específico que regulamente a profissão de gestor de projetos no Brasil. Quando a função envolve atividades privativas de Administrador (Art. 2º Lei 4.769/65), aplica-se a regulamentação do CRA. Certificações internacionais como PMP (PMI) e PRINCE2 são valorizadas mas não regulamentadas legalmente no Brasil.
O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Lei nº 13.019/2014), regulamentado pelo Decreto nº 8.726/2016, define como OSCs firmam parcerias com o poder público via Termo de Colaboração, Termo de Fomento e Acordo de Cooperação. Gestores de projetos atuam diretamente em elaboração de planos de trabalho, monitoramento de metas, prestação de contas e relacionamento com órgãos de controle.
Termo de Colaboração (iniciativa do poder público); Termo de Fomento (iniciativa da OSC); Acordo de Cooperação (sem transferência de recursos). Cada instrumento exige chamamento público (com exceções de dispensa/inexigibilidade), plano de trabalho detalhado, comissão de monitoramento e prestação de contas conforme normativos da Controladoria Geral da União.
A Lei nº 14.133/2021 revogou as Leis 8.666/93, 10.520/02 e parte da 12.462/11, criando novo marco para licitações e contratos públicos. Embora o MROSC tenha regra própria para parcerias com OSCs, gestores de projetos que trabalham em interface com o setor público precisam conhecer a nova lei para contratos derivados (consultoria, fornecimento) e procedimentos de seleção.
É a comprovação documental do cumprimento do objeto e da boa aplicação dos recursos. Em parcerias MROSC, segue-se o Decreto 8.726/16 e normativos específicos de cada ente. Componentes obrigatórios incluem relatório de execução do objeto, relatório financeiro com extratos e documentos fiscais, demonstrativo do alcance das metas, e parecer técnico da comissão de monitoramento e avaliação.
Os indicadores devem ser SMART (específicos, mensuráveis, atingíveis, relevantes, temporais) e organizados em níveis: insumos (recursos), processos (atividades), produtos (entregas), resultados (efeitos imediatos) e impactos (mudanças de longo prazo). Frameworks como Teoria da Mudança, Marco Lógico e ODS (Agenda 2030) orientam a definição.
O voluntariado em gestão de projetos sociais segue a Lei nº 9.608/1998. O estágio segue a Lei nº 11.788/2008, com supervisão por profissional sênior da OSC. Programas voluntários estruturados (consultorias pro bono via Movimento Bem Maior, V2V) também são caminhos para a área.
Graduação em Administração, Economia, Ciências Sociais, Relações Internacionais, Engenharia de Produção, Pedagogia, Serviço Social ou áreas afins. Pós-graduação em Gestão Social, Gestão de Projetos, Políticas Públicas, Empreendedorismo Social ou MBA em Gestão é diferencial. Certificações PMP, PRINCE2 e Agile (PMI-ACP, PSM, PSPO) agregam valor.
Fundações empresariais (Itaú Social, Telefônica, Banco do Brasil), grandes ONGs (Visão Mundial, ChildFund, Save the Children, Médicos Sem Fronteiras), institutos de pesquisa em políticas públicas, organizações ambientais (SOS Mata Atlântica, WWF Brasil), agências internacionais (ONU, Unicef, OIM) e consultorias especializadas em terceiro setor.
MS Project, Trello, Asana, ClickUp, Jira (em projetos com escopo ágil), Notion, sistemas de monitoramento e avaliação (Phomenta, Kobo Toolbox), ferramentas de análise de dados (Excel avançado, Power BI, R, Python), Google Workspace e plataformas de prestação de contas integradas (sistemas próprios da CGU e órgãos estaduais/municipais).
Teoria da Mudança é um framework que mapeia como uma intervenção produz mudança social, partindo de problema/diagnóstico, passando por insumos, atividades, produtos, resultados intermediários e impacto final. É valorizada por tornar explícita a lógica de intervenção, facilitar a comunicação com financiadores e permitir avaliações rigorosas.
Fontes incluem: parcerias MROSC (Termos de Fomento e Colaboração), leis de incentivo (Rouanet, Lei do Esporte, FUMCAD/Fundo da Criança e do Adolescente — Estatuto), editais de fundações nacionais e internacionais (BID, Banco Mundial, Ford Foundation, Open Society), captação individual (doação recorrente, peer-to-peer) e filantropia empresarial.
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