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Transição energética justa: o papel do investimento social privado na descarbonização com equidade

Nuvem de palavras: Transição energética justa: o papel do investimento social privado na descarbonização com equidade
A redação do Vagas Terceiro Setor apurou que o GIFE publicou análise sobre o papel do investimento social privado na descarbonização com equidade, com dados do Censo GIFE 2024-2025 indicando que 46% das organizações respondentes alocaram recursos em ações climáticas ao longo de 2024.

Censo GIFE 2024-2025: R$ 368 milhões em ações climáticas

Quarenta e seis por cento das entidades ouvidas pelo GIFE desenvolveram ou financiaram iniciativas sobre mudanças climáticas no período analisado. O total aplicado chegou a R$ 368 milhões, segundo o GIFE. Dentro desse conjunto, mais de um quarto das organizações destinou recursos a projetos de fontes renováveis e uso eficiente de energia.

A publicação do GIFE contextualiza esses valores nos preparativos para a COP31, conferência climática da ONU programada para novembro, na Turquia. Conforme o GIFE, a transição energética demanda, além da substituição da matriz fóssil, modernização de infraestrutura, criação de oportunidades econômicas e proteção de comunidades que dependem do carvão, petróleo e gás.

Empregos em mineração de carvão em risco até 2035

O setor carbonífero emprega cerca de 3 milhões de pessoas no planeta, conforme o GIFE. Projeções citadas na análise apontam que, sem programas de reconversão econômica, aproximadamente 414 mil dessas ocupações podem desaparecer até 2035. Em China e Índia, os primeiros sinais de tensão social já se tornam visíveis.

Diana Barba, coordenadora de Diplomacia Energética da colombiana Transforma, resume o desafio: “A pergunta já não é se devemos avançar para além dos combustíveis fósseis, mas como fazê-lo de forma justa.”

ISP como articulador do desenvolvimento territorial

Conforme o GIFE, o investimento social privado pode conectar a agenda climática ao fortalecimento de territórios afetados pela descarbonização. Além do apoio financeiro a projetos de energia limpa, o ISP pode fortalecer organizações civis, capacitar trabalhadores e dar suporte a comunidades em reconversão econômica.

Gilberto Jannuzzi, professor da Unicamp e integrante do Painel Científico para a Transição Energética Global (SPGET), destaca que o maior desafio é converter metas climáticas em políticas concretas, especialmente em regiões com desigualdades profundas e alta dependência histórica de combustíveis fósseis.

Esta nota tem como base informação publicada pelo GIFE, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.

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