
A REDAÇÃO APUROU
Apenas 11% das empresas brasileiras tratam as práticas ESG como parte da estratégia corporativa, conforme pesquisa da Anbima divulgada pela Rede Filantropia (filantropia.ong). O levantamento revela disparidades profundas entre os níveis de adoção do modelo ambiental, social e de governança no país.
Onze por cento das empresas adotam ESG como estratégia
A pesquisa “Retrato da Sustentabilidade no Mercado de Capitais”, da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), aponta que 28% das companhias reconhecem a sustentabilidade como compromisso vinculado ao ESG e contam com ao menos dois pilares integrados à cultura da organização. Outro dado ressaltado pela Rede Filantropia (filantropia.ong): 7% das empresas percebem a sustentabilidade como “ameaça e obstáculo ao negócio” e demonstram compreensão equivocada sobre o tema.
O acrônimo ESG surgiu em 2004, após o documento “Who Cares Wins”, elaborado pela ONU, pelo Banco Mundial e por instituições financeiras globais. Vinte e dois anos depois, a disseminação do conceito ainda não alcançou parcela relevante do mercado, conforme a Rede Filantropia (filantropia.ong).
Pressão dos investidores acelera adequação ao ESG
Dados do Pacto Global das Nações Unidas, com pesquisa da PwC, indicam que 57% dos ativos de fundos mútuos na Europa estarão, até 2025, alocados em fundos que consideram critérios ESG, volume equivalente a US$ 8,9 trilhões. Outros 77% dos investidores institucionais ouvidos pela PwC declararam pretender cessar a compra de produtos fora dessas diretrizes nos dois anos seguintes, segundo o Rede Filantropia.
A KPMG, consultoria global especializada em auditoria, registrou que documentos de sustentabilidade já fazem parte da rotina de praticamente todas as 250 maiores companhias do mundo. Em 2022 e 2023, o tema da descarbonização ganhou tração expressiva nos relatórios corporativos. Segundo a Rede Filantropia (filantropia.ong), o setor automotivo lidera a inclusão dessas informações nos relatórios anuais, à frente dos segmentos de petróleo e gás, químico e de mineração.
Automotivo lidera ESG; Toyota é destaque no Brasil
Entre as 5.800 empresas de diversos países avaliadas pela KPMG, 82% das 250 maiores listadas apresentam dados de sustentabilidade nos relatórios corporativos, impulsionadas pela competição com companhias chinesas e norte-americanas. No Brasil, o ranking Merco Responsabilidade ESG 2025, divulgado em abril, posicionou a Toyota na 6ª colocação geral, com liderança no segmento automotivo nacional, segundo o Rede Filantropia.
Este levantamento tem como objetivo avaliar como se posicionam as empresas levando em consideração critérios ambientais, sociais e de governança. As 10 empresas líderes do Ranking Merco Responsabilidade ESG no Brasil são:
- Natura
- Grupo Boticário
- Mercado Livre
- Ambev
- Nestlé
- Toyota
- Itaú Unibanco
- Hospital Sírio-Libanês
- Magazine Luiza
- Coca-Cola
Esta nota tem como base informação publicada pelo Rede Filantropia (filantropia.ong), fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.
Fonte
- Rede Filantropia (filantropia.ong) — https://filantropia.ong/informacao/328534-praticas-esg-seguem-como-desafio-para-parte-das-empresas/

