
A REDAÇÃO APUROU
O CESE e a Coiab, com apoio do Fundo Amazônia/BNDES, registraram em junho de 2026 avanços do projeto de gestão territorial na Terra Indígena Sepoti, em Humaitá (AM), onde dez membros do povo Tenharim atuam como agentes ambientais indígenas.
PGTA como instrumento político e cultural na TI Sepoti
O Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) desenvolvido pela OPIAM na TI Sepoti vai além de um documento técnico. Segundo o CESE, o plano é descrito pelo coordenador Cleiton Jiahui como “um instrumento vivo de fortalecimento cultural, social, espiritual e político dos povos indígenas”. O projeto, denominado Kagwyra Npojikahara’Gã, articula o repasse de conhecimentos tradicionais, práticas espirituais e organização social entre gerações do povo Tenharim.
A construção do PGTA é também compreendida como ação de defesa ambiental, conforme o CESE. A floresta, os rios e os demais elementos naturais são percebidos pela comunidade como sistemas interligados cuja proteção precisa ser integrada, não fragmentada por divisas territoriais.
Dez agentes em formação e etnomapeamento coletivo
As atividades do Kagwyra Npojikahara’Gã incluem oficinas para capacitar dez agentes ambientais indígenas; toda a comunidade participa das etapas de construção do plano, segundo o CESE. Um dos produtos centrais é o etnomapeamento da TI Sepoti, que registra memória coletiva, formas tradicionais de uso do território e referências ancestrais.
A metodologia combina saberes orais com ferramentas digitais e geoespaciais. Queimadas, desmatamentos e invasões territoriais passaram a ser registrados com documentação escrita e imagens, ampliando a capacidade de monitoramento da OPIAM.
Parcerias e próximos passos do projeto
O projeto conta com acompanhamento técnico do IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil) e com suporte da Coordenação Regional do Madeira/FUNAI nas ações de monitoramento. Conforme o CESE, a próxima etapa é a implementação dos eixos temáticos do PGTA. Encaminhamentos coletivos serão convertidos em ações de fortalecimento territorial, cultural e institucional, com diálogo previsto junto a organizações indígenas, entidades da sociedade civil e órgãos governamentais.
Esta nota tem como base informação publicada pelo CESE, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.
Fonte
- CESE – Coordenadoria Ecumenica de Servico: https://cese.org.br/noticia/projeto-dabucury-agentes-ambientais-indigenas-fortalecem-legado-ancestral-e-defesa-do-territorio-na-ti-sepoti-am/

