
Terceira edição reúne mais de 550 especialistas de 86 países
O documento é o terceiro ciclo da Avaliação Mundial dos Oceanos (WOA-3), série iniciada em 2017, e consolida contribuições de mais de 550 especialistas de 86 países, a edição mais extensa da série. Segundo o ONG News, indicadores como aquecimento oceânico, elevação do nível do mar, degelo polar, biodiversidade, estoques pesqueiros e poluição apresentaram piora em relação ao ciclo anterior, publicado em 2022.
O nível médio global do mar subiu 4,3 milímetros por ano no intervalo 2013–2023. Conforme o ONG News, a taxa registrada no relatório anterior, com base no período 1993–2018, era de 3,2 mm/ano. Nos anos de 2022, 2023, 2024 e 2025, o degelo polar atingiu recordes consecutivos.
Poluição plástica afeta agora mais de 4 mil espécies
O ciclo anterior registrava cerca de 1.400 espécies marinhas impactadas por plásticos. O WOA-3 ampliou essa contagem para mais de 4.000 espécies, segundo o ONG News, um salto que os pesquisadores apontam como ameaça à biodiversidade, à segurança alimentar e à saúde ambiental global. No Brasil, o problema está associado ao saneamento insuficiente e à poluição costeira urbana.
A situação dos estoques pesqueiros também recuou: 64,6% eram biologicamente sustentáveis em 2019; em 2021, esse percentual caiu para 62,3%, conforme o ONG News.
Riscos mapeados para o litoral brasileiro
O professor Ronaldo Christofoletti, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coautor brasileiro do WOA-3, aponta que fenômenos antes excepcionais tornaram-se recorrentes, com “impactos potenciais para o litoral brasileiro, para a pesca, para os recifes de coral e para as populações costeiras”. Entre os riscos identificados estão maior vulnerabilidade das cidades litorâneas e aumento de eventos climáticos extremos no Atlântico tropical.
Esta nota tem como base informação publicada pelo ONG News, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.

