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Cadastro Único (CadÚnico): o que é, quem pode e como se inscrever

Nuvem de palavras com os termos centrais da matéria 'Cadastro Único (CadÚnico): o que é, quem pode e como se inscrever' no Terceiro Setor

Essencial

  • O Cadastro Único é a porta de entrada para dezenas de programas sociais. Estar nele é o primeiro passo para acessar benefícios como o Bolsa Família.
  • Pode se inscrever quem tem renda de até meio salário mínimo por pessoa. Famílias com renda total de até três salários também podem, para certos programas.
  • A inscrição é gratuita e feita no CRAS do município. Manter os dados atualizados é o que garante o acesso aos benefícios.

O Cadastro Único é a base que organiza o acesso à maioria dos programas sociais do país. Estar inscrito é o primeiro passo para vários benefícios. Esta página explica o que é o CadÚnico, quem pode se inscrever, a quais programas dá acesso, como fazer o cadastro e por que mantê-lo atualizado. As regras refletem a legislação vigente em 2025 e podem mudar, confirme nos canais oficiais.

O que é o Cadastro Único

Um registro que identifica as famílias de baixa renda.

O Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico, é um registro público que identifica as famílias de baixa renda no Brasil. Ele permite ao Estado conhecer suas necessidades de moradia, composição familiar, escolaridade e trabalho. Sua base legal está na Lei nº 8.742/1993, a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), detalhada pelo Decreto nº 11.016/2022.

O CadÚnico é muito mais que uma lista de beneficiários. Ele reúne informações de mais de 90 milhões de pessoas e funciona como um retrato da pobreza no país. Com esse retrato, o governo planeja políticas de forma mais precisa e identifica quem precisa de apoio em cada território.

A gestão é compartilhada. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) coordena o sistema em nível nacional. A operação técnica, antes a cargo da Caixa, está em transição para a Dataprev a partir de 2025. E são os municípios que fazem o trabalho na ponta: as entrevistas e o registro dos dados.

Quem pode se inscrever

O critério principal é a renda por pessoa da família.

O público do CadÚnico é definido, sobretudo, pela renda. Pela regra vigente em 2025, podem se inscrever as famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Também podem entrar as famílias com renda total de até três salários mínimos, para acessar certos programas. Veja os principais grupos:

  • Pobreza e extrema pobreza – Renda de até meio salário mínimo por pessoa, com acesso prioritário ao Bolsa Família, ao BPC e à Tarifa Social.
  • Baixa renda total – Renda familiar total de até três salários mínimos, para programas como o de habitação popular.
  • Grupos específicos – Indígenas, quilombolas, população em situação de rua e outros grupos, com atenção às suas singularidades.

Mesmo famílias com renda um pouco acima desses limites podem ser cadastradas em situações específicas, como para a isenção de taxa em concursos públicos. A regra de renda é o ponto de partida, mas o cadastro reconhece diferentes realidades.

A quais programas o CadÚnico dá acesso

Uma única inscrição abre muitas portas.

A grande vantagem do CadÚnico é centralizar o acesso. Com uma só inscrição, a família passa a ser identificada para vários programas, sem precisar se cadastrar em cada um separadamente. Entre os principais estão:

  • Bolsa Família: A transferência de renda para famílias em situação de pobreza.
  • Tarifa Social de Energia: O desconto ou a gratuidade na conta de luz para baixa renda.
  • Gás do Povo: A recarga gratuita do botijão de gás de cozinha.
  • BPC: O benefício para idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade.

A lista é bem maior e inclui programas de habitação, isenção de taxas e tarifas de água. Por isso, o CadÚnico é chamado de porta de entrada: é o documento que conecta a família à rede de proteção social. Cada programa tem suas próprias regras de concessão, definidas pelos órgãos responsáveis.

Como fazer o cadastro

De graça, no CRAS, com os documentos da família.

A inscrição no CadÚnico é feita no CRAS, o Centro de Referência de Assistência Social do município, ou em um posto indicado pela prefeitura. O atendimento é gratuito. Um responsável pela família, com 16 anos ou mais, presta as informações em uma entrevista.

Convém levar os documentos da família. Em geral, pede-se:

  • Documento do responsável: CPF ou Título de Eleitor de quem vai responder pela família.
  • Documentos dos demais: CPF, certidão de nascimento ou outro documento de cada integrante.
  • Comprovantes: Comprovante de endereço e, se possível, de renda e de matrícula escolar das crianças.

Feita a entrevista, a família recebe o Número de Identificação Social (NIS), a chave que a identifica nos programas. Estar no CadÚnico não garante, por si só, nenhum benefício: cada programa faz sua própria seleção, conforme seus critérios. O cadastro é a condição para concorrer, não uma aprovação automática.

Por que manter o cadastro atualizado

Dados desatualizados são a principal causa de bloqueio.

Manter o CadÚnico em dia é tão importante quanto fazer o cadastro. Os dados devem ser atualizados a cada dois anos, no máximo. E também sempre que houver mudança de renda, endereço, composição familiar ou escola das crianças. Essa atualização garante que a família continue sendo identificada corretamente.

A falta de atualização é uma das principais causas de bloqueio de benefícios. Quando os dados ficam velhos, o sistema pode entender que a família não atende mais aos critérios. Por isso, a atualização preventiva é a melhor forma de evitar problemas. Em caso de bloqueio, o caminho é procurar o CRAS.

Há um esforço do poder público para alcançar quem está de fora. A chamada busca ativa leva equipes a procurar famílias invisíveis ao sistema, em áreas rurais, comunidades tradicionais e situação de rua. As organizações da sociedade civil ajudam nesse processo, orientando as famílias e apoiando o acesso ao cadastro nos territórios.

Perguntas frequentes

1. O que é o Cadastro Único?

É um registro público que identifica as famílias de baixa renda no Brasil. Ele funciona como porta de entrada para dezenas de programas sociais. Sua base é a Lei nº 8.742/1993 (LOAS), e é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

2. Quem pode se inscrever no CadÚnico?

Pela regra vigente em 2025, podem se inscrever famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa. Famílias com renda total de até três salários mínimos também podem, para acessar certos programas. Grupos específicos, como indígenas e quilombolas, têm atenção própria.

3. O cadastro garante algum benefício?

Não de forma automática. Estar no CadÚnico é o requisito para concorrer aos programas, mas cada um faz sua própria seleção conforme seus critérios. O cadastro é a condição de acesso, não uma aprovação. A concessão depende da análise do órgão responsável por cada programa.

4. Como faço o Cadastro Único?

No CRAS do seu município ou em posto indicado pela prefeitura, de forma gratuita. Um responsável pela família, com 16 anos ou mais, presta as informações em uma entrevista. Leve documentos de cada integrante e comprovante de endereço. Ao fim, a família recebe o NIS.

5. O que é o NIS?

É o Número de Identificação Social, gerado quando a família é cadastrada. Ele identifica a pessoa nos programas sociais e é usado para consultas e pagamentos. Cada integrante da família tem o seu NIS, que funciona como uma chave de acesso à rede de proteção.

6. A inscrição no CadÚnico tem custo?

Não. A inscrição e a atualização são totalmente gratuitas, feitas no CRAS ou em postos da prefeitura. O cadastro não cobra taxa nem usa intermediários. Qualquer cobrança para inscrever ou “liberar” o cadastro é golpe — use só os canais oficiais.

7. Com que frequência preciso atualizar?

Os dados devem ser atualizados a cada dois anos, no máximo. E também sempre que houver mudança de renda, endereço, composição familiar ou escola das crianças. A atualização em dia é o que evita o bloqueio dos benefícios ligados ao cadastro.

8. A quais programas o CadÚnico dá acesso?

A muitos, com uma só inscrição: Bolsa Família, Tarifa Social de Energia, Gás do Povo, BPC, programas de habitação, isenção de taxas e tarifas de água, entre outros. Cada programa tem suas regras próprias de concessão, mas usam o CadÚnico como base comum.

9. Quem faz o atendimento do Cadastro Único?

Os municípios, em geral pelo CRAS. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social coordena o sistema em nível nacional, e a operação técnica está em transição para a Dataprev. Mas é no município que a entrevista e o registro dos dados acontecem.

10. O que é a busca ativa?

É o esforço de equipes da assistência social para localizar famílias que vivem invisíveis ao sistema, em áreas rurais, comunidades tradicionais ou em situação de rua. O objetivo é garantir que quem tem direito não fique de fora por falta de acesso ao cadastro.

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