
69% dos alunos da rede estadual dão nota boa ou ótima à própria escola, mostra pesquisa do Instituto Datafolha divulgada pelo Itau Social; 26% veem a unidade como regular e 5%, como ruim ou péssima, em consulta a 5.296 estudantes das cinco regiões do país.
Quem encomendou e quem respondeu
O Instituto Datafolha conduziu a consulta “O que os estudantes pensam sobre a Educação?” por encomenda de Fundação Itaú, Fundação Lemann, Fundação Telefônica Vivo, Instituto Natura, Instituto Sonho Grande, Instituto Unibanco e Todos Pela Educação.
Responderam 5.296 alunos do 6º ao 9º ano e do Ensino Médio, matriculados na rede pública estadual das cinco regiões brasileiras. O questionário abordou aprendizagem, atuação dos professores, formação profissional, tecnologia, jornada ampliada e escolha de itinerários no Ensino Médio. Como só a rede estadual entrou na amostra, os resultados não representam escolas municipais nem particulares.
Avaliação de escolas e professores
Entre os estudantes ouvidos, 69% atribuem conceito bom ou ótimo à escola. Outros 26% a classificam como regular, e 5% a consideram ruim ou péssima.
Os docentes também recebem aprovação. Para 77% dos entrevistados, os professores explicam bem o conteúdo, e 73% notam disposição dos educadores para lecionar.
Indisciplina, bullying e conectividade
A indisciplina em sala de aula encabeça os problemas citados, com 40% das menções. Bullying, discriminação e humilhação ocupam a segunda posição no conjunto das duas etapas, mas a ordem muda conforme a faixa etária.
Entre os alunos mais novos, 42% apontam essas práticas como maior dificuldade, à frente da indisciplina. No Ensino Médio, o assunto responde por 27% das respostas, diferença de 15 pontos percentuais.
A falta de internet e de equipamentos eletrônicos nas escolas preocupa 33% do total. O índice é de 34% entre os mais velhos e de 31% entre os mais novos.
Planos de estudo e trabalho depois da escola
Entre os estudantes dos anos finais do fundamental, 38% pretendem cursar o Ensino Médio junto com um curso técnico. Outros 38% querem estudar e trabalhar ao mesmo tempo. O recorte interessa a organizações do terceiro setor que oferecem formação técnica e inserção profissional de jovens.
Quem está concluindo o Ensino Médio tende a manter os estudos. Cerca de quatro em cada dez, 41%, querem combinar emprego e faculdade. Outros 20% preferem se dedicar apenas ao Ensino Superior, e 11% planejam fazer formação técnica enquanto exercem uma atividade profissional.
Tempo integral: matrícula e conhecimento do modelo
Estudam em período integral 21% dos entrevistados, com 33% no Nordeste e 23% no Sudeste. O formato segue pouco familiar para os jovens: 74% afirmam saber pouco sobre ele, responder “mais ou menos” ou desconhecê-lo por completo.
Entre os alunos que já frequentam essa modalidade, 40% apontam como principal vantagem o tempo adicional para as disciplinas. As atividades esportivas e culturais são lembradas por 33%, e as aulas de reforço, por 32%.
Esta nota tem como base informação publicada pelo Itau Social, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.
Perguntas frequentes
Qual a porcentagem de estudantes que avaliam a escola como boa ou ótima?
São 69% dos entrevistados na pesquisa “O que os estudantes pensam sobre a Educação?”. Outros 26% consideram a escola regular e 5% a classificam como ruim ou péssima. A amostra reúne 5.296 alunos da rede estadual, do 6º ao 9º ano e do Ensino Médio.
Qual o principal desafio apontado pelos estudantes na escola?
A indisciplina em sala de aula lidera, com 40% das menções. Bullying, discriminação e humilhação vêm em segundo no total das duas etapas, mas ficam em primeiro lugar entre os alunos mais novos, com 42%.
Quantos estudantes frequentam escolas de tempo integral?
A pesquisa registra 21% dos estudantes nesse modelo, com 33% no Nordeste e 23% no Sudeste. O formato ainda é pouco conhecido: 74% dizem saber pouco sobre ele, responder “mais ou menos” ou desconhecê-lo.
Fontes
Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Não substitui aconselhamento jurídico, contábil ou tributário profissional.

