Participe do nosso grupo no Telegram!

Engenhoka leva oficinas de arte e tecnologia a 420 alunos de escolas públicas

Nuvem de palavras com os termos centrais da notícia 'Engenhoka leva oficinas de arte e tecnologia a 420 alunos de escolas públicas' no Terceiro Setor
A REDAÇÃO APUROU

O Engenhoka, programa do Instituto Burburinho Cultural que oferece oficinas gratuitas de arte e tecnologia em escolas públicas, já atendeu mais de 1.400 estudantes em três edições e projeta chegar a 420 em 2026, informa o Observatorio 3o Setor.

Programa combina arte, ciência e cultura maker

O Instituto Burburinho Cultural criou o Engenhoka para aproximar alunos da rede pública de atividades criativas com tecnologia. A proposta reúne artes visuais, ciência e cultura maker, sem cobrança dos participantes. Podem se inscrever estudantes com 10 anos ou mais.

Cada oficina explora uma linguagem diferente: arte cinética, escultura, modelagem, videoarte e instalações artísticas. Os alunos também desenham personagens, montam robôs e fazem experimentos com componentes eletrônicos.

Conexão é alta, mas estrutura escolar é limitada

Entre os brasileiros de 9 a 17 anos, 92% usavam a internet em 2025, o que corresponde a cerca de 24 milhões de crianças e adolescentes, de acordo com a pesquisa TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) Kids Online Brasil 2025, do Cetic.br, vinculado ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

Dentro das escolas públicas, o quadro é outro. Laboratórios de informática existem em 29,7% das unidades, conforme o Anuário Todos Pela Educação. O estudo “O Abismo Digital no Brasil”, do Instituto Locomotiva, localizou aulas de robótica e programação em 13% das instituições da rede.

Na prática, menos de três em cada dez escolas públicas dispõem de laboratório de informática, e pouco mais de uma em cada dez ensina robótica. A conectividade se espalhou entre os jovens, mas a chance de testar tecnologia com a mão na massa e de modo criativo continua desigual.

Letramento tecnológico figura entre as competências do futuro

O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, inclui o letramento tecnológico entre as habilidades que devem ganhar peso nos próximos anos, junto com o pensamento criativo e o analítico.

O Engenhoka mira esse horizonte. O programa pretende aproximar jovens da educação tecnológica, ampliar oportunidades e revelar talentos para o mercado de trabalho. Para quem acompanha vagas no terceiro setor, o material divulgado não menciona contratações nem processo seletivo de equipe.

Priscila Seixas, presidente do instituto, afirma que o acesso a ferramentas criativas segue desigual nas escolas públicas e que a escola deve formar estudantes capazes de inventar, e não apenas de consumir tecnologia.

Edição de 2026 prevê sete escolas em quatro estados

Desde a primeira edição, o programa montou 22 estúdios em 14 cidades brasileiras e beneficiou mais de 1.400 estudantes. A terceira edição, em 2026, tem meta de 420 alunos, distribuídos por sete escolas no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Paraná e na Bahia.

Terminadas as oficinas, as escolas ficam com estúdios maker instalados, que seguem como legado estrutural da iniciativa.

Moradora do Morro da Providência, no Rio de Janeiro, Sofia Roque, de 12 anos, foi selecionada e fez a primeira aula de robótica por meio do projeto. A mãe, Cíntia Raquel Roque da Silva, de 38 anos, relatou que nunca imaginou ver Sofia diante de uma impressora 3D e que a família aguarda as atividades com ansiedade e alegria.

Esta nota tem como base informação publicada pelo Observatorio 3o Setor, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.

Perguntas frequentes

Quem pode participar das oficinas do Engenhoka?

Estudantes de escolas públicas atendidas pelo programa, a partir de 10 anos. A participação é gratuita. O material divulgado não detalha os critérios de seleção; informa apenas que Sofia Roque foi selecionada para o projeto no Morro da Providência, no Rio de Janeiro.

Em quais estados o Engenhoka atua em 2026?

A terceira edição prevê sete escolas em cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Paraná e da Bahia. A meta é beneficiar 420 estudantes ao longo do ano.

O que as escolas recebem depois das oficinas?

Cada escola atendida fica com um estúdio maker instalado, que permanece em funcionamento após o fim das atividades como legado estrutural. Desde a primeira edição, o programa somou 22 estúdios em 14 cidades e mais de 1.400 estudantes beneficiados.

Fontes

  1. Observatorio 3o Setor — Além da internet: projeto Engenhoka leva letramento tecnológico para a educação pública

Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Não substitui aconselhamento jurídico, contábil ou tributário profissional.

Vamos conversar?