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PDDU de Salvador: projeto discute revisão com moradores do Centro Antigo

Nuvem de palavras com os termos centrais da notícia 'PDDU de Salvador: projeto discute revisão com moradores do Centro Antigo' no Terceiro Setor
A REDAÇÃO APUROU

Sete coletivos do Centro Antigo de Salvador promovem, desde junho de 2026, oficinas e rodas de conversa para preparar moradores e ativistas às audiências públicas da revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), com apoio da CESE via Programa de Pequenos Projetos.

Quem integra a Articulação

A Articulação de Movimentos e Comunidades do Centro Antigo de Salvador existe desde 2014 e reúne sete grupos ativos na região central da capital baiana: Associação Amigos de Gegê dos Moradores da Gamboa de Baixo, Associação Artífices da Ladeira da Conceição da Praia, Movimento Nosso Bairro é 2 de Julho, Coletivo Vila Coração de Maria, Centro Cultural Que Ladeira é Essa?, Movimento dos Sem Teto da Bahia (MSTB) e Movimento Tororó Resiste.

O grupo nasceu para resistir a ameaças de despejo contra moradores desses territórios e passou a defender, desde então, a permanência das famílias e o acesso pleno aos espaços urbanos do centro histórico.

Plano de 2016 ainda em vigor

O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) é a legislação que orienta o crescimento de Salvador: define regras para uso do solo, expansão da malha urbana, habitação, mobilidade, infraestrutura, saneamento e proteção ambiental. A norma exige atualização no intervalo máximo de oito anos, mas a capital baiana segue sob as diretrizes aprovadas em 2016.

Segundo Maura Cristina da Silva, integrante da Articulação, as leituras técnicas e as audiências públicas da nova revisão têm início em 2026. “Nós nos organizamos dentro do projeto e continuamos até hoje, porque em 2026 começam as leituras e as audiências públicas”, afirma. Para ela, o acúmulo de conhecimento da militância permite questionar, nas audiências, o conteúdo apresentado pelo poder público.

Oficinas na Ladeira da Preguiça e na Gamboa

O projeto “Participação Popular e Planejamento Urbano: Debates sobre a revisão do PDDU de Salvador nas Comunidades do Centro Antigo” começou em junho de 2026 e segue em execução. A iniciativa promove oficinas de formação política, debates e rodas de conversa sobre território, PDDU e conflitos fundiários nos territórios ligados à Articulação. Parte dos encontros ocorreu no Centro Histórico, entre a Ladeira da Preguiça e a Gamboa.

No dia 2 de julho, quando a Bahia celebra a Independência do Brasil, os coletivos saíram às ruas em um cortejo político e cultural que questionava a elaboração do novo plano sem espaço para a escuta das comunidades. A manifestação reivindicou trabalho, moradia digna, vida das populações negras e acesso pleno à cidade.

Após o ato, moradoras relataram à ativista que desconheciam as decisões em curso sobre o futuro urbano de Salvador, reação que Maura associa diretamente à formação política oferecida pelo projeto.

Apoio da CESE sustenta a continuidade

As atividades contam com apoio da CESE pelo Programa de Pequenos Projetos (PPP/CESE). Segundo Maura, a parceria existe desde a fundação da Articulação e sustenta a continuidade das mobilizações, incluindo o ato realizado em julho de 2026.

Criado desde a fundação da CESE, o Programa de Pequenos Projetos é a principal linha de apoio da entidade à luta dos movimentos populares por direitos no país. O edital aceita dez tipos de proposta: oficinas e cursos de capacitação, seminários e encontros, campanhas, iniciativas de geração de renda e extrativismo, manejo e proteção de águas, florestas e biomas, atos e mobilizações públicas, intercâmbio de experiências, produção de material pedagógico e informativo, e ações de comunicação e planejamento organizacional.

Planejamento como parte da rotina

Para coletivos como a Articulação, a linha de planejamento organizacional financia parte do trabalho que sustenta a atuação cotidiana dos ativistas — tarefas de organização, comunicação e fortalecimento institucional que hoje ocupam parcela da rotina de quem atua no terceiro setor em organizações de base comunitária.

Esta nota tem como base informação publicada pelo CESE, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.

Perguntas frequentes

Quem faz parte da Articulação de Movimentos do Centro Antigo?

Sete coletivos atuantes na região central de Salvador desde 2014: Associação Amigos de Gegê, Associação Artífices da Ladeira da Conceição da Praia, Movimento Nosso Bairro é 2 de Julho, Coletivo Vila Coração de Maria, Centro Cultural Que Ladeira é Essa?, Movimento dos Sem Teto da Bahia e Movimento Tororó Resiste.

Quando começam as audiências da revisão do PDDU?

As leituras técnicas e as audiências públicas da revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador têm início em 2026, segundo a Articulação. A cidade segue orientada pelo plano de 2016, embora a lei exija atualização no máximo a cada oito anos.

Como uma organização pode enviar proposta à CESE?

Pelo Programa de Pequenos Projetos, a CESE recebe propostas em dez linhas, entre elas formação, campanhas, geração de renda, comunicação e fortalecimento organizacional, a mesma linha que apoiou o projeto do Centro Antigo de Salvador.

Fontes

  1. CESE — Coordenadoria Ecumenica de Servico — Projeto do Centro antigo fortalece participação popular nos debates sobre a revisão do PDDU de Salvador

Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Não substitui aconselhamento jurídico, contábil ou tributário profissional.

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