
A REDAÇÃO APUROU
O Centro de Valorização da Vida (CVV) lançou a cartilha “Comunicação Responsável que Protege Vidas”, dirigida a jornalistas e editores, com recomendações para o tratamento editorial de casos de suicídio, iniciativa que busca reduzir riscos ao público leitor, segundo informou o ONG News.
Recomendações da cartilha para a imprensa
Destinado a quem atua na cobertura jornalística, o material reúne recomendações práticas para o tratamento responsável de casos de suicídio. Entre os pontos destacados estão a orientação de não detalhar o método usado nem o local da morte, de não republicar bilhetes de despedida ou fotografias do local do óbito, e de evitar enquadramentos sensacionalistas que atribuam o caso a um único motivo.
O documento também recomenda apresentar o suicídio a partir de múltiplos fatores, sem reduzi-lo a uma explicação isolada, e sugere que as reportagens tragam dados sobre onde procurar apoio.
Por que a cobertura jornalística importa
A entidade avalia que o modo como a imprensa trata o suicídio afeta diretamente quem acompanha a notícia, o que torna sensíveis escolhas como título, linguagem, imagens selecionadas e o contexto dado a cada caso.
Seguir essas orientações, segundo o CVV, pode diminuir riscos, ajudar a desfazer estigmas em torno do tema e facilitar que mais pessoas encontrem caminhos de prevenção e apoio quando precisarem. A entidade defende ainda que as matérias tragam informações de serviço, com canais como o telefone 188 e o site www.cvv.org.br, que garantem atendimento sigiloso e sem custo ao usuário.
Suicídio entre as causas evitáveis
O suicídio integra a lista de causas de morte evitáveis reconhecidas pela área da saúde pública, podendo ser evitado com informação e apoio adequados. O Ministério da Saúde registrou 15.507 mortes por suicídio no Brasil em 2021, uma média de 42 por dia, com maior incidência entre homens.
O Setembro Amarelo, campanha criada em 2015, estende ao longo do mês a mobilização em torno do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, celebrado em 10 de setembro. O lançamento da cartilha integra as ações do movimento neste ano.
Voluntariado sustenta a escuta ativa
O CVV informa ter realizado 2 milhões de atendimentos em 2025, sustentados por cerca de 3.200 voluntários que revezam a escuta anônima e gratuita em funcionamento contínuo, sem pausa entre dias ou horários.
As inscrições para integrar a rede permanecem abertas o ano inteiro, com capacitação oferecida sem custo pela própria entidade, caminho recorrente de entrada para quem deseja atuar de forma contínua no terceiro setor.
Acesso ao material e formas de colaborar
A organização mantém autonomia financeira e administrativa, sustentada por contribuições de pessoas e empresas apoiadoras. O guia “Comunicação Responsável que Protege Vidas” pode ser obtido sem custo em setembroamarelo.org.br/jornalismo-que-protege-vidas.
Doações podem ser feitas em cvv.org.br/doacoes-e-parcerias, e o cadastro para voluntariado é feito em www.cvv.org.br/seja-voluntario. O público segue tendo à disposição o telefone 188, o site www.cvv.org.br, atendimento por chat e o e-mail apoioemocional@cvv.org.br para buscar apoio.
Esta nota tem como base informação publicada pelo ONG News, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.
Perguntas frequentes
Como funciona o atendimento oferecido pelo CVV?
O atendimento gratuito acontece por telefone (188), pelo site www.cvv.org.br, via chat ou por e-mail (apoioemocional@cvv.org.br), a qualquer hora, todos os dias da semana.
Quem pode se voluntariar no CVV e como se inscrever?
As inscrições ficam abertas o ano todo, com treinamento gratuito oferecido em www.cvv.org.br/seja-voluntario. Em 2025 a organização contou com cerca de 3.200 voluntários para realizar 2 milhões de atendimentos.
Onde encontrar a cartilha lançada pelo CVV?
O material pode ser baixado sem custo pelo portal do Setembro Amarelo, no endereço setembroamarelo.org.br/jornalismo-que-protege-vidas.
Fontes
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