
A Casa do Pequeno Cidadão, organização de São Paulo, mantém o projeto Era Uma Vez para registrar a passagem de crianças e adolescentes pelo acolhimento institucional, segundo a ONG News. Cada pessoa atendida ganha um álbum próprio, montado durante todo o tempo em que permanece no serviço.
Como nasce o álbum de cada criança
A iniciativa funciona dentro do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICA), estrutura administrada pela Casa do Pequeno Cidadão. Todo bebê, criança ou adolescente recebido pelo serviço passa a ter um álbum só seu, alimentado ao longo de toda a estadia.
Fotos, desenhos, bilhetes e falas de quem conviveu com o acolhido compõem esse material. A entidade descreve o objetivo como evitar que a fase de acolhimento, mesmo sendo passageira, vire um buraco na trajetória de vida de quem passou por ela.
Educadoras conduzem o registro diário
Profissionais que acompanham o cotidiano das crianças e adolescentes são responsáveis por montar os álbuns junto com eles. Essa presença constante permite anotar cenas de convívio e transformações que, sem esse cuidado, tenderiam a desaparecer com o tempo, segundo a ONG News.
Para além de guardar lembranças, o projeto tenta fortalecer o sentimento de identidade e de vínculo dos atendidos com sua própria história. A contação de histórias entra como ferramenta pedagógica: estimula a leitura e cria momentos em que crianças e adolescentes colocam para fora suas vivências, seja em conversa, seja por escrito ou em desenho.
Como se tornar voluntário do projeto
Quem deseja atuar como voluntário no Era Uma Vez passa antes por quatro encontros de formação, etapa anterior a qualquer contato direto com os acolhidos. Esse modelo de preparo escalonado costuma aparecer em projetos de acolhimento do terceiro setor, dado que o trabalho exige lidar com crianças em contexto de fragilidade social e pede treinamento prévio.
Nesses encontros, os futuros voluntários estudam o histórico do acolhimento institucional e das políticas voltadas à infância e à adolescência, além dos fatores que costumam levar à aplicação dessa medida protetiva e dos cuidados exigidos na montagem dos álbuns. A orientação repassada é tratar cada álbum como registro de memória, não como simples coleção de fotografias.
A equipe do Era Uma Vez acompanha de perto a atuação de cada voluntário, observando a capacidade de escuta, a sensibilidade demonstrada e os laços criados no processo. Esse tipo de experiência funciona, em muitos casos, como primeiro contato de quem cogita seguir carreira ligada à proteção de crianças e adolescentes, campo que reúne psicólogos, assistentes sociais e pedagogos em organizações do terceiro setor.
Quem é a Casa do Pequeno Cidadão
Criada em 2007, a Casa do Pequeno Cidadão trabalha com acolhimento, proteção e defesa de direitos voltados a crianças, adolescentes, jovens e pessoas com deficiência que vivem em contexto de vulnerabilidade social. A entidade opera sete unidades num bairro de São Paulo, a Vila Leopoldina.
Conforme informou a ONG News, o leque de serviços da organização abrange acolhimento institucional, inclusão social, capacitação e suporte para que os atendidos conquistem autonomia.
Esta nota tem como base informação publicada pelo ONG News, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.
Perguntas frequentes
Quem pode ser voluntário no projeto Era Uma Vez?
Qualquer pessoa interessada em ajudar na construção dos álbuns de memória, desde que conclua os quatro encontros de formação exigidos pela Casa do Pequeno Cidadão antes do contato direto com os acolhidos.
O que é registrado no álbum de cada criança acolhida?
O álbum reúne fotografias, desenhos, mensagens e depoimentos de pessoas que conviveram com o acolhido durante o período de acolhimento institucional.
Onde funciona a Casa do Pequeno Cidadão?
A organização, criada em 2007, mantém sete unidades na Vila Leopoldina, em São Paulo, com serviços de acolhimento, inclusão social e formação de crianças e adolescentes.
Fontes
Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Não substitui aconselhamento jurídico, contábil ou tributário profissional.

