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Parceria entre escola e família reduz oposição e eleva compromisso escolar

Nuvem de palavras com os termos centrais da notícia 'Parceria entre escola e família reduz oposição e eleva compromisso escolar' no Terceiro Setor
A REDAÇÃO APUROU

Parceria entre escola e família favorece o desenvolvimento socioemocional dos estudantes quando os dois lados compartilham valores e mantêm comunicação constante, aponta o Observatório do Terceiro Setor. Segundo Leo Gonçalves, assessor pedagógico do programa Líder em Mim, o diálogo constante reduz a resistência dos alunos e eleva o compromisso deles com os estudos.

Saberes que se completam

A escola concentra o saber pedagógico construído na formação dos professores, diz Leo Gonçalves, assessor pedagógico do programa de educação socioemocional Líder em Mim. A família, por sua vez, domina a trajetória de vida, as convicções, os pontos fortes e as demandas específicas de cada criança, e é do encontro dessas duas bagagens que nasce a formação completa do estudante. Gonçalves compara essa parceria a uma dupla remando o mesmo barco: “se cada um rema para um lado, o barco gira em círculos; quando ambos seguem na mesma direção, o avanço acontece”.

Obstáculos para construir confiança

Consolidar essa parceria esbarra em convicções antigas presentes em várias escolas. Uma parcela do corpo docente entende a educação como tarefa exclusiva da instituição de ensino, enquanto uma parcela das famílias, na direção oposta, considera que certas questões de comportamento cabem só a elas resolver, sem necessidade de a escola intervir.

Esse impasse traz um efeito perverso, segundo Gonçalves: cada lado espera que o outro assuma a iniciativa, e quem acaba prejudicado é o próprio estudante. Ele cita ainda outro equívoco frequente, o de procurar a família apenas diante de um problema, o que reduz a comunicação a episódios de conflito, quando ela poderia também celebrar conquistas e reforçar vínculos.

Diálogo constante muda comportamento

Manter uma troca frequente e transparente entre escola e família altera diretamente a conduta e o rendimento dos estudantes. Quando crianças e adolescentes notam que os dois ambientes atuam de forma integrada, ganham mais estabilidade emocional e passam a entender que contam com adultos empenhados em seu progresso.

Esse entrosamento diminui atitudes de oposição e amplia o envolvimento do estudante com os próprios estudos, afirma Gonçalves. Pequenos gestos reforçam esse ganho: um telefonema da escola avisando que o aluno ajudou um colega por iniciativa própria, por exemplo, cria uma confiança que facilita futuras conversas sobre dificuldades de comportamento.

Papéis distintos, mesma direção

Reforçar essa parceria não implica que a família passe a opinar sobre decisões pedagógicas, nem que a escola assuma tarefas próprias da criação dos filhos. A definição clara de funções é o que sustenta a colaboração: à família cabe montar uma rotina de estudos, motivar a leitura, monitorar metas e valorizar autoconfiança e responsabilidade, enquanto o professor conduz o processo de ensino.

Essa separação de papéis também sustenta competências socioemocionais como empatia, responsabilidade, autorregulação, perseverança e capacidade de solucionar conflitos, segundo Gonçalves — habilidades que não se formam apenas dentro do período de aula. Quando escola e família compartilham os mesmos valores com discurso parecido, o aprendizado ganha mais consistência para o estudante.

Esta nota tem como base informação publicada pelo Observatorio 3o Setor, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.

Perguntas frequentes

Como a comunicação entre escola e família influencia o comportamento do aluno?

Uma troca constante e transparente entre escola e família reduz atitudes de oposição e reforça a segurança emocional do estudante, pois mostra que os adultos responsáveis por ele agem de forma integrada, segundo Leo Gonçalves, assessor pedagógico do programa Líder em Mim.

Qual é o papel de cada lado nessa parceria?

À família cabe montar rotina de estudos, motivar a leitura, monitorar metas e valorizar autoconfiança e responsabilidade; à escola cabe conduzir o processo pedagógico, sem que um lado substitua a função do outro.

Por que a comunicação só nos momentos de problema prejudica a relação?

Porque reduz o contato entre escola e família a episódios de conflito, segundo Gonçalves. Comemorar conquistas, e não só apontar dificuldades, fortalece a confiança necessária para tratar de desafios de comportamento futuramente.

Fontes

  1. Observatorio 3o Setor — Parceria entre famílias e educadores fortalece aprendizado e desenvolvimento socioemocional dos estudantes

Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Não substitui aconselhamento jurídico, contábil ou tributário profissional.

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