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Terceiro Setor e o PIB: a economia das organizações sociais

Nuvem de palavras com os termos centrais da matéria 'Terceiro Setor e o PIB: a economia das organizações sociais' no Terceiro Setor

Essencial

  • O Terceiro Setor não é só impacto social: é peso econômico real. Move recursos, gera empregos e produz valor.
  • O Brasil tinha 596,3 mil fundações e associações sem fins lucrativos em 2023. Elas empregavam 2,7 milhões de pessoas.
  • A maior força está em educação, saúde e assistência social. São áreas de grande impacto econômico e social.

Quando se fala em Terceiro Setor, pensa-se logo no impacto social. Mas há outro lado, menos lembrado: o econômico. As organizações sociais movem uma parte relevante da economia. Esta página explica esse peso, com dados, áreas de destaque e o papel das entidades. As informações refletem dados oficiais disponíveis em 2025 e podem ser atualizadas.

O peso econômico do setor

Mais que impacto social: valor para a economia.

O Terceiro Setor costuma ser visto só pelo lado social. Mas ele também tem um peso econômico expressivo. As organizações movem recursos, contratam pessoas, compram serviços e geram valor. Em outras palavras, fazem parte da máquina da economia, como qualquer setor produtivo.

Esse valor entra na conta da economia nacional. O trabalho das organizações gera renda, emprego e atividade. Tudo isso se soma ao Produto Interno Bruto (PIB), a medida da riqueza do país. Estimativas apontam que o setor responde por uma fatia relevante do PIB. Mas o número exato é difícil de medir.

Há uma razão para essa dificuldade. Como as organizações não visam lucro, seu valor nem sempre é captado pelos métodos comuns. Por isso, órgãos de pesquisa usam métodos próprios para medir o setor. Mesmo assim, o consenso é claro. O peso econômico do Terceiro Setor é grande e merece atenção. Pense no setor como uma cidade de tamanho médio. Ela tem trabalhadores, folha de pagamento e compras. Move dinheiro no dia a dia, mesmo sem buscar lucro.

O volume de organizações

Quase 600 mil entidades, em crescimento.

Os números dão a dimensão do setor. Segundo o IBGE, o Brasil tinha 596,3 mil fundações privadas e associações sem fins de lucro em 2023. Esse universo é medido pela pesquisa FASFIL, que segue um método comparável ao de outros países.

E o setor cresce. De 2022 para 2023, foram cerca de 23 mil novas entidades, uma alta de 4% em um único ano. Esse crescimento mostra um setor vivo, que cresce mesmo em cenários econômicos difíceis. A sociedade segue se unindo para atuar onde o Estado e o mercado não chegam.

Vale notar a diversidade desse universo. A maior parte das entidades é de pequeno porte: pela pesquisa de 2023, a maioria não tinha nenhum empregado formal, funcionando com voluntários. Convivem, assim, grandes instituições e pequenas associações de bairro, dentro do mesmo setor. As grandes puxam o emprego formal. As pequenas levam a ação social ao território. Cada porte tem o seu papel.

Os empregos gerados

Milhões de postos de trabalho formais.

Um dos maiores impactos econômicos do setor é o emprego. As organizações sem fins de lucro são grandes empregadoras no país. Os dados mostram a escala dessa contribuição:

  • 2,7 milhões de empregados. Pela pesquisa de 2023, esse era o total de pessoas com vínculo formal nas entidades.
  • Maioria de mulheres. As mulheres eram a maior parte do pessoal ocupado nessas organizações em 2023.
  • Concentração em algumas áreas. Educação e saúde reúnem boa parte dos empregos formais do setor.

Esses empregos têm um efeito que se espalha. Cada posto de trabalho gera renda, que circula na economia local em compras e serviços. É dinheiro que fica na região. O padeiro, o mercado e o transporte sentem esse efeito. Um emprego no setor social ajuda a sustentar outros, fora dele. Esse encadeamento amplia o impacto na economia local. Por isso, o impacto do setor não fica só nas próprias organizações. Ele se espalha pelas comunidades onde elas atuam.

As áreas de destaque

Educação, saúde e assistência puxam o setor.

Nem toda área do Terceiro Setor tem o mesmo peso econômico. Algumas reúnem a maior parte da atividade e dos empregos. As de maior destaque são:

  • Educação e pesquisa. Embora poucas em número, essas entidades empregam uma fatia enorme do setor.
  • Saúde. Hospitais e casas de saúde sem fins de lucro têm grande peso na economia e no emprego.
  • Assistência social. Milhares de entidades atendem os grupos mais frágeis, com forte presença no território.

Há um dado curioso sobre a educação. Pela pesquisa de 2023, as entidades de educação e pesquisa eram uma pequena parte do total. Mas respondiam por mais de um quarto dos empregos do setor. Isso mostra como algumas áreas reúnem grande força econômica.

Como as organizações geram valor

Eficiência, inovação e proximidade.

O valor econômico do setor não vem só do tamanho, mas da forma de atuar. As organizações sociais costumam ter traços que as tornam eficientes no que fazem. Entre elas, estão:

  • Proximidade territorial. Conhecem de perto as comunidades. Isso as ajuda a entregar serviços com mais precisão.
  • Inovação social. Testam soluções novas para problemas antigos, muitas depois usadas em políticas públicas.
  • Mobilização de recursos. Captam doações, trabalho voluntário e parcerias, unindo esforços de muitas fontes.

Essa forma de atuar gera um valor que supera o dinheiro. Ao prevenir problemas sociais e formar pessoas, o setor corta custos futuros do Estado. E eleva a produtividade da sociedade. É um valor que nem sempre aparece nas contas, mas que sustenta o crescimento do país. Uma criança formada hoje é um trabalhador amanhã. Um problema evitado agora é um custo a menos depois. Esse retorno se acumula com o tempo.

Perguntas frequentes

1. O Terceiro Setor tem peso econômico?

Sim, e expressivo. Além do impacto social, o setor move recursos, contrata pessoas e produz valor que se soma ao PIB. Estimativas apontam que ele responde por uma fração relevante da economia, embora o número exato seja difícil de medir por suas características.

2. Quantas organizações sociais existem no Brasil?

Segundo o IBGE, o país tinha 596,3 mil fundações privadas e associações sem fins lucrativos em 2023, medidas pela pesquisa FASFIL. Esse número cresceu cerca de 4% em relação a 2022, com aproximadamente 23 mil novas entidades em um único ano.

3. Quantos empregos o setor gera?

Pela pesquisa de 2023, as fundações e associações sem fins lucrativos empregavam 2,7 milhões de pessoas com vínculo formal no Brasil. As mulheres eram a maior parte desse pessoal, e os empregos se concentravam em áreas como educação e saúde.

4. Quais áreas têm maior peso econômico?

Educação e pesquisa, saúde e assistência social. A educação chama atenção: pela pesquisa de 2023, eram poucas entidades, mas respondiam por mais de um quarto dos empregos do setor. A saúde também tem grande peso no emprego e na economia.

5. O que é a pesquisa FASFIL?

É a pesquisa do IBGE sobre as Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil. Ela mede o volume, o perfil e o emprego dessas entidades, seguindo uma metodologia comparável com a de outros países. É a principal fonte oficial sobre o tamanho do setor.

6. Por que é difícil medir o peso do setor no PIB?

Porque as organizações não visam lucro, e seu valor nem sempre é captado pelos métodos tradicionais de medição econômica. Por isso, órgãos de pesquisa usam metodologias próprias. Apesar da dificuldade, o consenso é que o peso econômico do setor é grande.

7. O setor está crescendo?

Sim. Pela pesquisa do IBGE, o número de fundações e associações sem fins lucrativos cresceu cerca de 4% de 2022 para 2023, com aproximadamente 23 mil novas entidades. Esse crescimento mostra um setor vivo, que cresce mesmo em cenários econômicos difíceis.

8. A maioria das organizações é grande?

Não. Pela pesquisa de 2023, a maior parte das entidades é de pequeno porte, e a maioria não tinha nenhum empregado formal, funcionando com voluntários. Convivem grandes instituições e pequenas associações de bairro, dentro do mesmo setor.

9. Como os empregos do setor afetam a economia?

Cada posto de trabalho gera renda, que circula na economia local em compras e serviços. É dinheiro que fica na região. O padeiro, o mercado e o transporte sentem esse efeito. Um emprego no setor social ajuda a sustentar outros, fora dele. Esse encadeamento amplia o impacto na economia local. Assim, o impacto do setor não fica só nas próprias organizações. Ele se espalha pelas comunidades onde elas atuam, movendo o comércio e os serviços da região.

10. Que valor as organizações geram além do dinheiro?

Ao prevenir problemas sociais e formar pessoas, o setor corta custos futuros do Estado. E eleva a produtividade da sociedade. Esse valor nem sempre aparece nas contas econômicas, mas sustenta o desenvolvimento do país no longo prazo.

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