
O investimento social privado brasileiro totalizou cerca de R$ 5,8 bilhões em 2024, de acordo com o Censo do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), citado em coluna publicada pelo Observatorio 3o Setor. Ana Carolina Garini, da Escola da Nuvem, sugere que empresas somem mentoria, saber técnico e vagas ao repasse financeiro.
Volume investido e a pergunta sobre o resultado
O Censo GIFE 2024/2025 registra R$ 5,8 bilhões em investimento social privado no ano de 2024. O termo designa o repasse voluntário de recursos de empresas, institutos e fundações a projetos de interesse público. A coluna usa o valor como ponto de partida da discussão.
O texto é uma coluna de opinião, e o Observatório do Terceiro Setor informa que a posição dos colunistas não coincide necessariamente com a da publicação. Garini tem mais de 20 anos de carreira em grandes empresas e hoje dirige a Escola da Nuvem. Para ela, a chamada Filantropia 2.0 gira em torno de saber o que muda a partir do dinheiro aplicado. As doações continuam necessárias, pois sustentam o nascimento e a expansão das organizações sociais.
Mentoria, conhecimento técnico e processos seletivos
A coluna cita três frentes além do repasse: mentoria feita por colaboradores, partilha de conhecimento técnico e processos seletivos abertos a candidatos que dificilmente seriam alcançados pelos canais tradicionais de contratação. O texto menciona ainda o apoio ao desenvolvimento de competências profissionais.
O argumento parte do mercado de trabalho. Há pessoas que buscam formação e recolocação, e há empresas à procura de habilidades específicas, diante da evolução tecnológica e da difusão da inteligência artificial. Oferecer vagas não substitui a responsabilidade social por recrutamento, segundo Garini; metas sociais e necessidades do mercado podem andar juntas.
Cinco perguntas para medir o pós-curso
A Escola da Nuvem oferece formação gratuita em tecnologia e liga esse ensino ao desenvolvimento profissional e à empregabilidade. A coluna propõe cinco perguntas sobre o período posterior às aulas: o aluno terminou o curso, adquiriu novas competências, obteve certificação, participou de uma entrevista e conseguiu trabalho ou renda?
Garini defende acompanhar esse percurso com o rigor dado aos indicadores empresariais. O texto admite que mudanças sociais são complexas, ocorrem em ritmos distintos e resistem à medição simples, mas rejeita que essa dificuldade dispense a análise de dados e a correção de rumo.
Confiança do doador e agenda de longo prazo
A Pesquisa Doação Brasil 2024, do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) com a Ipsos, aponta que a credibilidade da instituição pesa na escolha de quem doa. Daí a coluna deduz que as organizações precisam mostrar o destino dos recursos e os resultados obtidos.
O texto pede que o investimento social ocupe o planejamento estratégico das empresas, com metas definidas, permanência no tempo e monitoramento, em vez de ações isoladas. Na leitura da coluna, as organizações sociais conhecem de perto as dificuldades do público atendido, enquanto as empresas contribuem com saber especializado e acesso a novas chances. A aproximação entre mundo corporativo e terceiro setor depende, nesse raciocínio, de metas claras e responsabilidade dividida.
Esta nota tem como base informação publicada pelo Observatorio 3o Setor, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.
Perguntas frequentes
Quanto o investimento social privado movimentou no Brasil em 2024?
Segundo o Censo GIFE 2024/2025, o investimento social privado somou aproximadamente R$ 5,8 bilhões em 2024. A coluna do Observatorio 3o Setor usa o número para argumentar que importa saber o que o recurso muda, e não só quanto foi aplicado.
Como as empresas podem apoiar a empregabilidade além de doar?
A coluna sugere que as empresas envolvam colaboradores em mentorias, compartilhem conhecimento técnico, ajudem a desenvolver competências profissionais e abram processos seletivos a pessoas com pouco acesso a essas vagas. O texto ressalva que a proposta não troca a responsabilidade social por recrutamento.
Por que a transparência importa para quem recebe doações?
A Pesquisa Doação Brasil 2024, do IDIS em parceria com a Ipsos, indica que a credibilidade da instituição pesa na decisão de doar. Por isso, a coluna defende que as organizações sociais mostrem como aplicam os recursos e quais resultados alcançam.
Fontes
- Observatorio 3o Setor — Filantropia 2.0: o que as empresas podem fazer além de doar?
Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Não substitui aconselhamento jurídico, contábil ou tributário profissional.

