
Os dois primeiros ciclos dos Espaços de Participação do GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas) ocorreram em 27 e 28 de outubro de 2026 e puseram associados diante de dois temas que afetam o Investimento Social Privado (ISP): o uso da inteligência artificial (IA) na filantropia e a atuação a partir do território.
Cinco formatos organizam a nova agenda
Redes Temáticas, Imersões, Jornadas, Diálogos e Ciclos formam as cinco modalidades dos Espaços de Participação, agenda que busca ampliar o intercâmbio de institutos, fundações e empresas associados.
As duas primeiras frentes, Inteligência Artificial para Impacto e Território como princípio organizador, nasceram de sugestões dos próprios associados e seguem em 2027.
Ciclo de IA discute dados, governança e competências
O encontro de 27 de outubro começou com uma indagação sobre o lugar da tecnologia na filantropia. Estiveram à mesa Carola Matarazzo, que preside o Conselho de Governança do GIFE; Camila Aloi, gerente no ICE, sigla de Instituto de Cidadania Empresarial; Gabriel Cardoso, do Instituto Sabin, onde atua como gerente-executivo; Carla Duprat, da diretoria-executiva do ICE; e Célio Augusto, que gerencia a área de tecnologia da informação (TI) da Fundação FEAC.
Na pauta entraram o tratamento ético das informações, a governança, o olhar crítico sobre os resultados e as habilidades que as organizações precisam reunir para adotar ferramentas de IA sem se afastar da realidade onde operam.
Carola Matarazzo propôs que as instituições criem um conjunto de normas que assegure integridade, proteção e conduta ética no trato das informações. Para formar equipes, afirmou, o perfil técnico não basta: é preciso saber ler o contexto e julgar com critério o que a IA devolve.
Cargos e competências presentes no painel
A mesa combinou presidência de conselho, gerências, direção-executiva e a área de tecnologia da informação. Para quem acompanha o mercado de trabalho do terceiro setor, o desenho mostra que o tema alcança tanto funções de gestão quanto posições técnicas.
Na avaliação de Célio Augusto, as organizações filantrópicas estão em estágios variados de experimentação, e percorrer o caminho em grupo encurta o aprendizado. A filantropia, completou, pode assumir a dianteira para que a IA não amplie a distância entre entidades com capacidades desiguais de testar e aprender.
Ciclo territorial parte de agendas compartilhadas
Fundação Tide Setubal, Instituto Motiva e Fundação FEAC apresentaram suas experiências na primeira reunião de Território como princípio organizador, sob o tema Mapeando o problema comum. O encontro ocorreu em 28 de outubro, na Fundação Tide Setubal.
A questão inicial era como o investimento social pode produzir mudanças duradouras sem que a atuação territorial se resuma a um somatório de projetos. Entraram em discussão as agendas compartilhadas, a escuta das comunidades e o diálogo de empresas, organizações e órgãos públicos.
A Fundação Tide Setubal expôs uma agenda coletiva montada com moradores e a ligação das demandas locais com políticas públicas. O debate registrou que a atuação territorial exige vínculos duradouros e condições para que lideranças locais decidam junto. Mariana Almeida, que ocupa a direção-executiva da fundação, afirmou que chegar com respostas prontas não funciona e que o trabalho pede escuta atenta.
Obstáculo comum e aprendizado entre pares
Os três relatos convergiram num obstáculo: reunir recursos, conhecimento e atores variados sem retirar das comunidades a palavra final sobre as prioridades. Apareceu também a necessidade de manter as agendas ativas após o fim de ciclos de financiamento e de gestões públicas.
Embora os temas difiram, os dois ciclos adotam método parecido. Em vez de pautas fixadas só pela coordenação central, convidam os associados a trocar experiências, apontar desafios comuns e aprender uns com os outros.
Esta nota tem como base informação publicada pelo GIFE, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.
Perguntas frequentes
Quais ciclos dos Espaços de Participação já começaram?
Dois ciclos realizaram a primeira reunião em outubro de 2026: Inteligência Artificial para Impacto, em 27 de outubro, e Território como princípio organizador, em 28 de outubro. Ambos partiram de propostas de associados e têm atividades previstas também para 2027.
Quem participou do primeiro encontro sobre inteligência artificial?
Participaram Carola Matarazzo, do Conselho de Governança do GIFE; Camila Aloi e Carla Duprat, do ICE; Célio Augusto, da Fundação FEAC; e Gabriel Cardoso, do Instituto Sabin. A conversa tratou de tratamento ético das informações, governança, olhar crítico e competências das equipes.
Quais formatos de participação o GIFE prevê para os associados?
A agenda prevê cinco modalidades: Redes Temáticas, Imersões, Jornadas, Diálogos e Ciclos. A proposta é ampliar o intercâmbio entre institutos, fundações e empresas associados. Os dois primeiros ciclos, sobre IA e território, já tiveram encontros em outubro de 2026.
Fontes
- GIFE — Grupo de Institutos, Fundações e Empresas — GIFE coloca novos espaços de participação em prática com debates sobre IA e território
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