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Educação pública é prioridade nacional, mas só 45% aprovam qualidade

Nuvem de palavras com os termos centrais da notícia 'Educação pública é prioridade nacional, mas só 45% aprovam qualidade' no Terceiro Setor
A REDAÇÃO APUROU

Levantamento nacional do GIFE ouviu 20 mil brasileiros com mais de 16 anos entre maio e julho de 2026 e indica que 61% veem a educação como fator decisivo para mudar de vida, ainda que apenas 45% considerem boa a qualidade das escolas públicas do próprio estado.

Professores lideram lista de prioridades

Entre as mudanças mais citadas para melhorar o ensino público, valorizar salário e condição de trabalho do professor concentra 53% das respostas, à frente de qualquer outro item. Ampliar a oferta de cursos técnicos para adolescentes do ensino médio aparece em seguida, com 48%, e garantir alfabetização até os 8 anos reúne 47% das menções. A pesquisa do GIFE também registra que 59% dos entrevistados consideram indispensável elevar a qualidade da rede pública para que o país avance.

Para Ana Maria Cardoso, coordenadora do Observatório Fundação Itaú, os números indicam onde a população identifica falhas e urgências, cabendo a gestores públicos e a financiadores privados converter essas demandas em políticas estruturadas, acompanhadas e duradouras — o que inclui valorizar o magistério para além do salário, com formação inicial, continuada e reconhecimento de carreira.

Adesão ao ensino integral cresce com informação

Conhecer o modelo de tempo integral eleva a adesão declarada: entre quem já domina a proposta, 52% dizem que matriculariam ou já matricularam os filhos nesse formato, ante 33% entre quem não conhece a política. A expectativa sobre os resultados também é positiva: 57% acreditam que a jornada ampliada melhora a preparação dos alunos para etapas posteriores de estudo, e 55% apontam ganhos para a entrada no mercado de trabalho.

Iara Viana, gerente de Políticas Públicas de Ensino Médio do Instituto Natura, defende que a ampliação do modelo priorize primeiro os alunos em contextos de maior vulnerabilidade social, garantindo acesso a uma experiência de aprendizagem consistente, não apenas a mais horas de aula. Levantamento do Ideb 2025 mostra que, entre as cem escolas de ensino médio com pior perfil socioeconômico e melhor desempenho, 77 operam em tempo integral. “O tempo adicional precisa se traduzir em aprendizagem, proteção, desenvolvimento e perspectivas de futuro”, afirma Iara.

Governos são cobrados pela entrega de resultados

A atuação dos governos no campo educacional pesa no comportamento eleitoral: 71% afirmam que essa atuação influencia o próprio voto, e 83% defendem que a educação figure entre as três prioridades dos governadores eleitos nos próximos quatro anos.

Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco, avalia que esses percentuais mostram uma população atenta à capacidade de execução dos gestores, não apenas às promessas de campanha. Para ele, o desafio está em converter diretrizes em rotina escolar, com coordenação entre as esferas de governo, acompanhamento constante e ajustes de percurso quando necessário. Henriques defende ainda que o investimento social privado supere ações pontuais e passe a atuar de forma sistêmica, fortalecendo a capacidade das próprias redes públicas de sustentar e aperfeiçoar essas soluções ao longo do tempo.

Censo GIFE mede peso do setor na área

O Censo GIFE 2024-2025 dimensiona a relevância do tema no investimento social privado: as organizações que responderam ao levantamento mobilizaram R$ 5,8 bilhões em 2024, e 67% delas financiavam projetos voltados à educação. O recorte cobre apenas as entidades participantes da pesquisa, mas confirma o peso do setor entre financiadores privados de iniciativas sociais no país.

Para Henriques, o setor deve conectar evidência, articulação entre atores e capacidade de execução, elemento que sustenta a consolidação de políticas educacionais ao longo de diferentes gestões.

Esta nota tem como base informação publicada pelo GIFE, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.

Perguntas frequentes

Quem participou da pesquisa do GIFE sobre educação?

O levantamento entrevistou 20 mil brasileiros com mais de 16 anos, em todas as regiões do país, para mapear percepções e prioridades sobre a educação pública.

Quando os dados foram coletados?

A coleta ocorreu entre maio e julho de 2026, com resultados comentados por representantes do Instituto Unibanco, do Instituto Natura e do Observatório Fundação Itaú.

Quanto o terceiro setor destinou à educação?

Conforme o Censo GIFE 2024-2025, as organizações respondentes mobilizaram R$ 5,8 bilhões em 2024, dos quais 67% direcionavam parte dos recursos a iniciativas educacionais.

Fontes

  1. GIFE — Grupo de Institutos, Fundacoes e Empresas — Educação pública é prioridade para a população e desafia ISP

Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Não substitui aconselhamento jurídico, contábil ou tributário profissional.

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