Participe do nosso grupo no Telegram!

Defensoras climáticas: estudo ouve 26 lideranças sobre sobrecarga e cuidado

Nuvem de palavras com os termos centrais da notícia 'Defensoras climáticas: estudo ouve 26 lideranças sobre sobrecarga e cuidado' no Terceiro Setor
A REDAÇÃO APUROU

Cinco organizações, entre elas o Observatório do Clima e o Comitê Chico Mendes, publicaram o estudo Mulheres que Sustentam o Clima, com entrevistas de 26 defensoras climáticas de várias regiões do país e registro de sobrecarga e violência, informou o Ingesto.

Quem foi ouvido e quem assina a pesquisa

Foram 26 defensoras climáticas, espalhadas por diferentes regiões do Brasil. A pesquisa parte de três marcadores, gênero, raça e território, para entender como a crise do clima atinge o cotidiano dessas mulheres. Os relatos mostram acúmulo de tarefas e episódios de violência.

Além do Observatório do Clima e do Comitê Chico Mendes, assinam o trabalho o Instituto Internacional de Educação do Brasil, a Apremavi e o grupo de trabalho dedicado a gênero e justiça climática.

Justiça climática é a perspectiva que examina como os efeitos do aquecimento global e a responsabilidade de enfrentá-lo se distribuem entre diferentes grupos da sociedade.

O que as lideranças protegem e como atuam

Rios, sementes, territórios e saberes ancestrais estão no centro do trabalho das entrevistadas. Para defendê-los, elas recorrem ao replantio de áreas degradadas, a redes entre comunidades, ao cultivo consorciado de árvores e lavouras e a práticas que o estudo classifica como tecnologias de cuidado.

O texto traz ainda recomendações práticas. Elas buscam fazer com que as políticas de proteção dialoguem com o cuidado e com a justiça climática.

Divisão das tarefas de cuidado e incidência política

O diagnóstico das condições de trabalho desemboca em uma proposta: repartir as responsabilidades de cuidado. Na prática, as tarefas hoje concentradas nas próprias defensoras passariam a ser divididas com outras pessoas e instituições.

A Conjunta afirma que o material contribui para o Desenvolvimento Institucional ao descrever os alicerces necessários para manter lideranças em atividade. A expressão designa a área que cuida da estrutura interna de uma organização, como gestão, composição da equipe e continuidade das ações.

O documento liga a incidência política, isto é, a atuação de organizações para influenciar decisões públicas, ao cuidado institucional. O propósito é manter ativo o trabalho coletivo nos territórios.

Como organizações da sociedade civil podem usar o diagnóstico

Organizações da sociedade civil (OSCs) que atuam com direitos humanos, gênero e justiça climática podem consultar o estudo para rever e reforçar as formas de proteção que oferecem às suas integrantes.

Equipes comunitárias têm no diagnóstico uma base para montar programas de apoio e frentes de incidência política. Quem gere OSCs pode aplicar as recomendações para melhorar o amparo a lideranças que mantêm redes comunitárias.

As três frentes citadas, desenvolvimento institucional, apoio às lideranças e incidência política, fazem parte da rotina de gestão e articulação dessas organizações.

O que a matéria não informa

A matéria do Ingesto não traz a data de lançamento da publicação, o período em que as entrevistas ocorreram nem o critério usado para escolher as 26 defensoras. Os achados descrevem as lideranças ouvidas e não representam o conjunto das defensoras climáticas do país.

Esta nota tem como base informação publicada pelo Ingesto, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.

Perguntas frequentes

Quais organizações assinam o estudo Mulheres que Sustentam o Clima?

Assinam a publicação o Comitê Chico Mendes, o Observatório do Clima, a Apremavi, o Instituto Internacional de Educação do Brasil e o grupo de trabalho dedicado a gênero e justiça climática.

Quantas defensoras climáticas foram entrevistadas?

Foram 26 defensoras, de diferentes regiões do Brasil. A análise cruza gênero, raça e território para mostrar como a crise climática atinge essas mulheres e registra situações de sobrecarga e de violência.

Como as organizações da sociedade civil podem usar o estudo?

Equipes comunitárias podem usar o diagnóstico para montar programas de apoio e frentes de incidência política. Quem gere OSCs pode aplicar as recomendações para melhorar o amparo às lideranças que mantêm redes comunitárias nos territórios.

Fontes

  1. Ingesto — Instituto para Gestao do Terceiro Setor — Novo estudo mapeia atuação de defensoras climáticas no Brasil

Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Não substitui aconselhamento jurídico, contábil ou tributário profissional.

Vamos conversar?