
O Itaú Social indicou quatro cadernos gratuitos de propostas pedagógicas que relacionam arte e matemática, somando ao menos 20 aulas para docentes da disciplina. A divulgação ocorreu no Dia do Matemático, celebrado no dia 26, e os arquivos ficam na plataforma Espaço do Educador.
Quatro cadernos reúnem ao menos 20 aulas
As quatro publicações somam sete, cinco, quatro e quatro aulas, o que totaliza no mínimo 20 encontros. Três partem da obra de artistas visuais (Lygia Clark, Sandra Cinto e Beatriz Milhazes) e um tem os jogos como eixo. O acesso é livre de custo, na plataforma Espaço do Educador, mantida pela Enciclopédia Itaú Cultural.
A plataforma agrupa propostas que cruzam arte e educação. As atividades servem tanto à sala de aula quanto a outros espaços de ensino.
Lygia Clark e games: as sequências mais longas
O caderno “Lygia Clark e o ensino de Matemática” tem a maior sequência, com ao menos sete aulas voltadas às turmas dos anos finais, do 6º ao 9º ano. As orientações apresentam a artista e o peso dela nas artes visuais. A partir daí, o docente trabalha geometria e álgebra.
“Games: o lúdico entre a lógica e a estética” ocupa cinco aulas. O material expõe regras, estética e conceitos por trás dos games, em vez de apenas distribuir jogos digitais. Os participantes redesenham as regras de amarelinha, queimada e pique-bandeira e, no fim, constroem um jogo inédito com os conceitos estudados.
Geometria e cálculo a partir de duas artistas
“O Universo Poético da obra de Sandra Cinto e a Biblioteca do Amor” tem quatro aulas e coloca a matemática em papel secundário. Os estudantes releem os desenhos tridimensionais da artista. Como as técnicas dela ocupam toda a sala da exposição, o professor encontra espaço para introduzir noções de geometria.
“As cores e formas de Beatriz Milhazes” também soma quatro aulas. A artista combina contraste cromático, formatos soltos, texturas e traços variados. Os estudantes usam cálculos para reproduzir os desenhos, e as fórmulas matemáticas ficam à vista durante o processo.
Pesquisa mede o receio com a matemática
Segundo a pesquisa “Percepções sobre a Matemática na Comunidade Escolar”, feita pelo Observatório da Fundação Itaú em parceria com o Equidade.Info, 38% dos estudantes afirmam sentir nervosismo ou ansiedade com a disciplina. Entre crianças e adolescentes entrevistados, 48% escolheriam no futuro um curso com pouca matemática, e 51% prefeririam uma ocupação que exija pouco da matéria.
Os dois últimos índices tratam de formação e carreira. Os mesmos participantes também reconhecem o valor da disciplina: 92% a julgam importante para o futuro e 73% afirmam que ela ajuda a resolver problemas do cotidiano. Outros 65% aprenderiam melhor se as aulas fossem mais divertidas.
Alcance dos materiais e limites da divulgação
A divulgação não informa vagas, formação exigida nem parcerias com organizações da sociedade civil. O texto de origem também não traz resultados da aplicação dos cadernos em escolas. O público indicado é o docente que leciona matemática, em turmas que podem variar conforme a proposta de cada caderno.
Esta nota tem como base informação publicada pelo Itau Social, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.
Perguntas frequentes
Onde acessar os cadernos de matemática do Itaú Social?
Os quatro cadernos estão disponíveis sem custo na plataforma Espaço do Educador, mantida pela Enciclopédia Itaú Cultural. A área reúne conteúdos que combinam arte e educação, com atividades para a sala de aula e para outros contextos de ensino.
Para quais anos escolares serve o caderno sobre Lygia Clark?
O caderno “Lygia Clark e o ensino de Matemática” destina-se aos anos finais do Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano. Traz uma sequência de, no mínimo, sete aulas que parte da obra da artista para explorar geometria e álgebra.
Quantos estudantes sentem ansiedade com a matemática?
Segundo a pesquisa “Percepções sobre a Matemática na Comunidade Escolar”, 38% dos estudantes relatam nervosismo ou ansiedade com a disciplina. O levantamento, do Observatório da Fundação Itaú com o Equidade.Info, indica também que 65% aprenderiam melhor com aulas mais divertidas.
Fontes
Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Não substitui aconselhamento jurídico, contábil ou tributário profissional.

