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Reindustrialização de mobiliário escolar reduz custo em até 50%

Nuvem de palavras com os termos centrais da notícia 'Reindustrialização de mobiliário escolar reduz custo em até 50%' no Terceiro Setor
A REDAÇÃO APUROU

Mais de 10 mil conjuntos de mobiliário escolar já saíram de linhas de reindustrialização da startup Reescola, aponta a Ingesto. Criada em Franca (SP) por Laura Camargos Pimenta e Izabela Bazo, a empresa forneceu os itens a mais de 300 escolas em menos de dois anos de atuação.

Como funciona a reindustrialização

O processo recolhe mobiliário escolar descartado por escolas e organizações da sociedade civil. As peças seguem o padrão fixado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e retornam à fábrica da Reescola por um sistema de logística reversa, que evita o descarte direto e permite reaproveitar a estrutura original dos móveis usados em salas de aula.

Na fábrica, o material passa por triagem, higienização e decapagem das ferragens, etapa que remove tinta antiga e ferrugem acumulada. Em seguida, os conjuntos recebem duas camadas de pintura e tampos novos em MDF, enquanto as peças de plástico do assento e do encosto são recuperadas ou trocadas, até resultar em um conjunto pronto para uso em sala de aula, sem depender de matéria-prima totalmente nova.

Custo abaixo do mercado

Segundo a Ingesto, os conjuntos reindustrializados custam desde R$ 259,99 a unidade, valor abaixo da faixa de R$ 400 a R$ 600 cobrada por peças novas no mercado. A diferença gera economia de até 50% para escolas e organizações da sociedade civil que precisam repor o mobiliário sem ampliar o orçamento.

Os pedidos exigem quantidade mínima de 30 conjuntos e levam cerca de 60 dias para chegar às instituições compradoras. Em redes de ensino com orçamento apertado, o valor economizado pode ser redirecionado à atividade pedagógica, sem abrir mão do padrão de mobiliário exigido pelo FNDE para as salas de aula.

Expansão fabril em menos de dois anos

Segundo a Ingesto, a área fabril da Reescola, que começou com 20 metros quadrados, hoje soma 2.500 metros quadrados. A equipe atual soma dez colaboradores, responsáveis pelas etapas de triagem, recuperação e montagem dos conjuntos entregues às escolas.

O crescimento coincidiu com o reconhecimento da startup pelo Sebrae Startups 2026, que a incluiu entre as 100 iniciativas mais promissoras do país nas categorias de impacto social e de govtechs, segmento que reúne soluções voltadas à gestão pública e a serviços de interesse coletivo oferecidos à população.

Modelo de negócio e expansão por franquias

Segundo a Ingesto, a Reescola se classifica como negócio de impacto social, modelo que combina geração de receita com a solução de um problema público, no caso, o descarte de mobiliário escolar e o custo de reposição enfrentado pelas redes de ensino. A empresa avalia agora expandir a operação pelo país por meio de franquias.

Se confirmado, o modelo de franquia ampliaria a capacidade de logística reversa para outras regiões do país, hoje concentrada na unidade fabril de Franca (SP), origem de toda a produção reindustrializada distribuída até aqui.

Esta nota tem como base informação publicada pelo Ingesto, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.

Perguntas frequentes

Quanto custa um conjunto reindustrializado da Reescola?

Os conjuntos partem de R$ 259,99 a unidade, valor abaixo da faixa de R$ 400 a R$ 600 cobrada por móveis escolares novos, segundo a Ingesto.

Qual é o pedido mínimo e o prazo de entrega da Reescola?

A empresa exige pedido mínimo de 30 conjuntos, com entrega em cerca de 60 dias após a confirmação da compra.

Quantas escolas já foram atendidas pela Reescola?

Em pouco menos de dois anos desde a fundação, a startup forneceu mais de 10 mil conjuntos de mobiliário a mais de 300 unidades de ensino pelo país.

Fontes

  1. Ingesto — Instituto para Gestao do Terceiro Setor — Startup Reescola reindustrializa mobiliario escolar usado e reduz custos em ate 50%

Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Não substitui aconselhamento jurídico, contábil ou tributário profissional.

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