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Rede de Jovens Marajoaras realiza 5º encontro com apoio da CESE

Nuvem de palavras com os termos centrais da notícia 'Rede de Jovens Marajoaras realiza 5º encontro com apoio da CESE' no Terceiro Setor
A REDAÇÃO APUROU

Apoio financeiro da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) garantiu a realização do 5º Encontro Territorial da Rede de Jovens Marajoaras, entre 28 e 30 de julho. Santa Cruz do Arari, no Pará, recebeu 60 jovens do arquipélago do Marajó para tratar de justiça climática e participação política no período pós-COP30.

Distância entre municípios pesa no orçamento

Viajar entre cidades do arquipélago do Marajó frequentemente custa mais caro e demora mais do que ir até Belém, capital do Pará. Samily Barbosa, que integra a coordenação da Rede de Jovens Marajoaras, calcula que o custo de uma única viagem pode somar quase R$ 1 mil, entre passagem, alimentação e hospedagem.

Preço elevado das passagens, horários incertos das embarcações, variação das marés e acesso limitado à internet pesam na decisão de quem consegue participar de uma capacitação ou reunião. Jovens que já dividem tempo entre trabalho e estudo enfrentam um obstáculo extra para permanecer ativos politicamente.

Articulação nasceu para unir realidades isoladas

A Rede de Jovens Marajoaras surgiu em 2022, a partir de atividades de capacitação, articulação e trocas entre jovens de municípios distintos do arquipélago. Hoje reúne moradores de áreas rurais e urbanas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, além de pescadores, extrativistas e estudantes.

Antes dessa aproximação, cada município enfrentava seus próprios problemas de forma isolada, segundo Samily Barbosa. Ao se conhecerem, os jovens perceberam que grande parte das dificuldades se repetia por todo o arquipélago.

O 5º Encontro Territorial, com o tema “Juventudes Amazônicas, Justiça Climática e Incidência Territorial Pós-COP30”, reuniu os jovens entre 28 e 30 de julho; Santa Cruz do Arari sediou o evento. A iniciativa buscou ampliar a presença dos jovens em espaços de decisão sobre políticas públicas, clima e defesa dos territórios, conectando municípios que antes atuavam separadamente.

Apoio da CESE viabiliza presença de 60 jovens

Segundo a CESE, o financiamento bancou a ida de 60 jovens ao encontro. A verba cobriu alimentação, deslocamento por rio e por terra, confecção de material pedagógico e de divulgação, equipe responsável pela facilitação, equipamentos e o registro da vivência. A Humana Brasil atuou como parceira técnica, metodológica e institucional, ao lado de organizações comunitárias e coletivos juvenis da região.

Ao longo de três dias, os participantes tomaram parte em rodas de conversa, oficinas práticas, apresentações culturais, atividades em equipe e sessões plenárias sobre identidade amazônica, formas de comunicação popular, atuação dos Conselhos Municipais de Juventude, sociobioeconomia local, cuidados com a saúde da mulher, resgate da ancestralidade e fortalecimento comunitário.

Trajetória de jovem ilustra papel da rede

Alana Tamires Arruda Paes mora na comunidade de Piriá-Santo Antônio, em Curralinho. Aos 27 anos, ela se aproximou da Rede de Jovens Marajoaras após participar de capacitações e trocas promovidas pela articulação, e hoje integra sua coordenação, mobilizando outros jovens do próprio município.

“Passei a perceber que a juventude unida tem força, voz e capacidade de transformar a realidade”, afirma Alana. Segundo ela, o contato com a rede mudou a forma como passou a enxergar seu papel nas decisões sobre o território onde vive.

Encontros pontuais dão lugar a articulação contínua

A percepção de que os problemas se repetiam por todo o arquipélago levou a Rede a manter contato entre uma edição e outra do encontro territorial, em vez de esperar a reunião seguinte para retomar as discussões.

Para Samily Barbosa, o esforço dos próprios jovens em comparecer, mesmo diante de dificuldades financeiras e de agenda, mostra a força coletiva da articulação diante dos obstáculos enfrentados por cada comunidade.

Esta nota tem como base informação publicada pelo CESE, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.

Perguntas frequentes

Quem pode participar da Rede de Jovens Marajoaras?

Integram a rede jovens moradores de áreas rurais e urbanas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, além de pescadores, extrativistas e estudantes dos municípios do arquipélago do Marajó, desde a criação da articulação em 2022.

Quando ocorreu o 5º Encontro Territorial da rede?

Santa Cruz do Arari sediou o encontro entre 28 e 30 de julho, com a participação de 60 jovens apoiados financeiramente pela CESE para tratar de justiça climática e participação política no cenário pós-COP30.

Como a CESE apoiou o encontro dos jovens marajoaras?

De acordo com a CESE, o apoio cobriu alimentação, deslocamento por rio e por terra, produção de material de apoio, equipe de facilitação, equipamentos e o registro da experiência dos jovens participantes.

Fontes

  1. CESE — Coordenadoria Ecumenica de Servico — Entre rios e distâncias, jovens do Marajó transformam encontros em caminhos de participação

Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Não substitui aconselhamento jurídico, contábil ou tributário profissional.

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