
O mercado de trabalho amplia a demanda por competências digitais, ambientais e cognitivas, segundo a Rede Filantropia (filantropia.ong). Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indica que 32% da força de trabalho já cumpre funções ligadas à área ambiental.
O que aponta o levantamento da OIT
A Organização Internacional do Trabalho publicou o relatório “Lifelong Learning and Skills for the Future” (Aprendizagem ao longo da vida e habilidades para o futuro), que cruzou anúncios de vagas para mapear as combinações de competências mais procuradas pelas empresas. O documento integra um conjunto de estudos da organização sobre como transformações digitais, ambientais e demográficas remodelam o mercado de trabalho, e mostra que 32% da força de trabalho já cumpre funções conectadas a atividades ambientais.
O cruzamento de anúncios mostrou que as companhias priorizam profissionais capazes de unir domínio de ferramentas digitais à capacidade de atuação coletiva. A pesquisa também identificou procura por raciocínio aplicado a práticas sustentáveis, somado a conhecimento prático de execução — uma combinação associada a mudanças nos processos produtivos que atingem setores variados da economia, e não apenas atividades tipicamente ligadas à preservação ambiental.
Formação segue distante de quem mais precisa
O contraste é direto: enquanto a procura por novas competências cresce, o acesso a formação certificada segue concentrado entre profissionais mais qualificados. O acesso a cursos com validação reconhecida não chega da mesma forma a todos os grupos de trabalhadores, aponta o relatório da OIT. Profissionais com baixa qualificação, em vínculos informais ou ligados a pequenos negócios enfrentam mais obstáculos para conseguir certificações aceitas pelo mercado.
Essa lacuna tende a ampliar a distância entre quem consegue se atualizar profissionalmente e quem permanece à margem das novas exigências do mercado de trabalho.
Reflexos para carreiras no terceiro setor
O recorte interessa organizações do terceiro setor dedicadas a formação profissional e inclusão produtiva, já que atendem justamente o público com menor acesso a treinamentos corporativos formais, segundo a Rede Filantropia.
A junção de conhecimento digital com competências socioambientais também altera o perfil buscado por entidades da sociedade civil. Projetos voltados a sustentabilidade, monitoramento ambiental e atuação comunitária passam a exigir dos profissionais familiaridade com ferramentas digitais, além do domínio técnico da própria causa.
Para gestores de organizações não governamentais (ONGs) e institutos, o dado reforça a necessidade de manter capacitação interna constante, em vez de depender apenas da contratação pontual de especialistas já formados.
Especialista defende aprendizado contínuo
Daniel Maximilian Da Costa, fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), afirma que veículos de informação sobre gestão, como a Quality Magazine, aproximam empresas, profissionais e conteúdos sobre as mudanças do mercado de trabalho.
“A formação profissional não pode ser vista como uma etapa que termina com a entrada no mercado de trabalho”, afirma Da Costa. Segundo ele, as empresas precisam acompanhar a evolução das habilidades e estimular o aprendizado contínuo entre os profissionais.
Esta nota tem como base informação publicada pelo Rede Filantropia (filantropia.ong), fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.
Perguntas frequentes
O que revela o relatório da OIT sobre habilidades ambientais?
O relatório “Lifelong Learning and Skills for the Future”, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostra que 32% da força de trabalho já cumpre funções conectadas a atividades ambientais.
Quais combinações de habilidades os empregadores mais buscam?
Anúncios de vagas analisados pela OIT mostram procura por profissionais que unam domínio digital à capacidade de atuação coletiva, somada a raciocínio aplicado a práticas sustentáveis e conhecimento prático de execução.
Quem enfrenta mais dificuldade para acessar formação profissional reconhecida?
Profissionais com baixa qualificação, em vínculos informais ou ligados a pequenos negócios têm mais dificuldade de acessar cursos que resultem em certificações reconhecidas pelo mercado, aponta o relatório da OIT.
Fontes
- Rede Filantropia (filantropia.ong) — Mercado de trabalho amplia demanda por novas habilidades
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