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Inteligência artificial pode reduzir desigualdade salarial no mercado

Nuvem de palavras com os termos centrais da notícia 'Inteligência artificial pode reduzir desigualdade salarial no mercado' no Terceiro Setor
A REDAÇÃO APUROU

Workshop do 2025 AI for Good Global Summit avaliou o papel da inteligência artificial na elevação da produtividade e na redução de desigualdades salariais, segundo apuração do Ingesto. A atividade, liderada por Fadwa Saad AlBawardi, fundadora da consultoria FSAB, reuniu análises de mercado e uma simulação de políticas públicas.

Relatórios internacionais projetam mudanças no emprego

O workshop apoiou-se em duas fontes de dados sobre o mercado de trabalho para embasar a discussão. O relatório Future of Jobs 2025, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial (FEM), projeta que 14% das funções serão inéditas nos próximos anos, enquanto 8% dos postos atuais devem desaparecer do mercado.

Um segundo levantamento, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 20 de maio de 2025, detalha os efeitos da inteligência artificial generativa sobre o emprego. Conforme a OIT, 2,3% das vagas atuais correm alto risco de substituição, e cerca de 25% das funções existentes devem sofrer alterações relevantes com o avanço da adoção tecnológica.

Estratégia de dados antecede a automação

Para Fadwa Saad AlBawardi, ganhos de produtividade só se sustentam quando há, antes da automação, uma estratégia de dados bem definida. As organizações precisam fixar critérios de qualidade e procedência das informações que abastecem os sistemas de inteligência artificial.

Com essa base estruturada, os algoritmos passam a cruzar remunerações entre setores e regiões, o que revela disparidades de gênero e de perfil demográfico pouco visíveis nas folhas de pagamento convencionais. A mesma infraestrutura de dados permite antever cenários regulatórios no campo trabalhista e monitorar, de modo contínuo, a adequação às normas vigentes.

Ameaças aos algoritmos exigem vigilância constante

A confiabilidade dos modelos depende do controle de dois riscos citados na sessão: a injeção de prompt, que manipula comandos para alterar respostas do sistema, e a contaminação intencional de bases salariais, quando dados incorretos são inseridos deliberadamente em registros antes confiáveis.

Para reduzir essas vulnerabilidades, o modelo apresentado recomenda auditorias frequentes e testes periódicos para identificar valores fora do padrão nas bases salariais. Essa recorrência de verificações define a exatidão dos mapeamentos de equidade usados em decisões de política pública e de gestão de pessoas.

Organizações da sociedade civil ganham novo instrumento

Para as organizações da sociedade civil (OSCs), o painel reservou um recorte prático de atuação. O evento destacou a relevância de essas entidades participarem da elaboração de diretrizes éticas e da adoção de métodos mais inclusivos de coleta de dados, como pesquisas por celular, reconhecimento óptico de caracteres (OCR) aplicado a documentos em papel e canais de conversação automatizados.

Com esses instrumentos, as OSCs passam a contar com parâmetros concretos para fiscalizar diferenças de rendimento, cobrar transparência nas faixas salariais praticadas por empregadores e estruturar programas de requalificação voltados a trabalhadores mais expostos ao deslocamento tecnológico. A expectativa apresentada é que os ganhos de eficiência trazidos pela automação se convertam em avanços reais nas condições de trabalho, e não apenas em redução de custos para as empresas.

Esta nota tem como base informação publicada pelo Ingesto, fonte registrada no catálogo editorial do Vagas Terceiro Setor.

Perguntas frequentes

O que motivou o workshop no AI for Good Global Summit?

O encontro reuniu discussões sobre mercado de trabalho e uma simulação de políticas públicas para debater como a inteligência artificial pode elevar a produtividade sem ampliar desigualdades salariais.

Quem conduziu a sessão sobre dados e equidade salarial?

A atividade teve à frente Fadwa Saad AlBawardi, fundadora e CEO da consultoria Fadwa AlBawardi Consulting Office (FSAB), parceira na organização do encontro durante o summit de 2025.

Como as organizações da sociedade civil podem usar esses dados?

As OSCs podem recorrer a pesquisas por celular, reconhecimento óptico de caracteres em documentos físicos e interfaces de conversação para coletar dados salariais, usados na fiscalização de disparidades e no desenho de programas de requalificação.

Fontes

  1. Ingesto — Instituto para Gestao do Terceiro Setor — Workshop no AI for Good Global Summit aborda uso da IA para produtividade e equidade salarial

Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Não substitui aconselhamento jurídico, contábil ou tributário profissional.

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